Segunda-feira, 10 de novembro de 2025 - 10h35

Aluna
da Judô Universo
conquista faixa preta aos 21
anos, nos exames realizados sábado, em Ji-Paraná. Com aparência franzina,
Victória Grutzmacher, acadêmica do 5º período de Fisioterapia da São Lucas, fez
uma apresentação esplêndida, na exibição de seu 1º kata, além de cada um dos
golpes indicados pelos examinadores.
Única
mulher, menor e mais frágil (58 kg)
entre os vários candidatos à progressão e conquista da faixa preta, Victória
foi a primeira a se apresentar e não se intimidou por adotar um “uke” (auxiliar
de treinamento em lutas simuladas para aprimoramento dos golpes) com peso
corporal superior a 90 kg.
Ela
chegou a ser
aconselhada a trocar seu uke por alguém com tamanho e peso mais aproximados dos
seus, o que poderia facilitar a execução dos golpes. Mas ela optou por manter o
também faixa preta Alan Lizardo, que a acompanhou por todo o treinamento,
orientado pelo técnico Marcos Antônio Grutzmacher, seu pai e dirigente da Judô
Universo.
No
exame de faixa, a banca
seleciona cinco de uma relação de cem golpes do judô para avaliação das
habilidades técnicas, táticas e psicológicas do candidato. A execução é
rigorosamente observada, desde a preparação do golpe até sua finalização. Daí
que a diferença de tamanho e peso do uke interfere no resultado, por exigir
força muito maior para derrubá-lo no tatame.
O
exame para
conquistar a mais importante faixa do judô também obrigou Victória a
apresentar o “Nague-no-kata” (1° Kata), contituido de cinco sequências de três
golpes cada. Cada uma delas coloca em evidência uma parte específica da
anatomia do lutador. São elas: Te-waza (técnicas de mão), Koshi-waza (técnicas
de quadril), Ashi-waza (técnicas de perna/pé), Ma-sutemi-waza (técnica frontal
ou posterior) e Yoko-sutemi-waza (técnicas de sacrifício lateral).
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