Porto Velho (RO) terça-feira, 16 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Paulo Saldanha

Crônicas Guajaramirenses - O ter e o ser


Crônicas Guajaramirenses - O ter e o ser - Gente de Opinião

Até que enfim a maturidade, sócia da experiência e da sabedoria, bateu às minhas portas!

Quase chegava tarde demais! Todavia, o Espírito Santo me socorreu à tempo e um alerta, através de um sininho surreal, se me chegou como quem chega do nada.

E essa advertência, em tão boa hora surgida passou a me questionar sobre uma antiga preferência que idealizara em TER, possuir, amealhar como valores que eu cheguei a enaltecer e a sonhar.

Todavia, aquele sininho surreal me encaminhava para o verbo SER, como se tivesse a certeza de que eu abraçaria essa vertente para que eu a devesse conjugar e elevar.

Agora neste terço da minha existência, quando os anos vividos dão à dimensão exata do sentido maior da vida, que se resume no aceitar a sabedoria como dom de Deus, foi assim que me entreguei à reflexão de que melhor do que amealhar bens e dinheiro seria me tornar um ser que se engrandecesse na busca do conhecimento...

Note-se que tenho consciência de estou bem longe de me sentir detentor de muitos conhecimentos. Se muito, possuo uma “cultura de verniz”

Afinal, ser é bem mais indicado do que ter, mesmo porque não se leva nada desta para a outra vida, mas poderemos (ou não) deixar exemplos positivos aos da nossa e das próximas gerações...

TER significa possuir, adquirir coisas materiais, logo efêmeras. SER simboliza existir na plenitude filosófica da palavra; SER nos remete à idéia de perenidade com supedâneo no conhecimento e na sabedoria, detalhes não submetidos às intempéries do tempo e às adversidades climáticas, às inundações e às queimadas florestais.

O TER, ao contrário, não suporta os vendavais, maremotos, terremotos, tufões e os ciclones... nem as lavras dos vulcões! muito menos às intempéries do tempo e às adversidades climáticas, às inundações e às queimadas florestais.

Enquanto que os professadores da vertente dos que buscam a sabedoria, em função dos alicerces em que ficam plantadas as forças vivas do conhecimento, sobrevivem com galhardia à toda sorte das revoltas da natureza, com boa vontade e equilíbrio.

Na verdade, o TER é apenas conjugado como a obtenção material de coisas, derivam para o macabro consumismo dos seus ideólogos, em que obter lucros e possuir poder é o que vale...

Ao passo que a maneira de quem se volta para a vertente espiritual de SER, é o que deve importar, como mensagem de quem vai a procura da razão, do conhecimento, de princípios mais próximos da doutrina cristã, do evangelho, enfim, das lições de Jesus Cristo.

E nessa introvisão, que os dicionaristas a definem como “um sentido especial de ver as coisas como são” veremos que, em relação a busca do SER como verdade, o judaísmo, o budismo e o cristianismo são unânimes na eloqüência como que as três doutrinas pensam igualmente.

Todavia, na incessante busca do TER o homem agride a natureza e acaba destruindo-a! E ela, tao sorrateira tem se vingado em diversas partes do planeta...

Mas, o certo é que, no perenal desejo de possuir mais dinheiro, bens e poder, há muitos casos de pessoas que se tornam egoistas, insensiveis e más. Os meios para suas conquistas materiais as subvertem no campo moral, tornando-as arrogantes, vaidosas e petulantes, no que são permissivas na justificativas dos fins a obter.

Todavia, jamais desejando criar generalizações, afirmo que conheço muitos vencedores no setor empresarial que cultivam as virtudes da generosidade, empatia, humildade, tolerância, compaixão e serenidade, cultuando a paz como virtude transferida pelos anjos, arcanjos, querubins e serafins.

E agora, quando me encaminho para as despedidas enalteço o SER como o verbo a conjugar, posto que os indivíduos a quem lhes sigo o exemplo eu os vejo como sábios, por ser pessoas cujo foco é dirigido aos seus semelhantes, à natureza e às virtudes...

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoTerça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Crônicas Guajaramirenses - tive amigos que se foram! Muitos, mais novos, outros, eram mais velhos que eu...

Crônicas Guajaramirenses - tive amigos que se foram! Muitos, mais novos, outros, eram mais velhos que eu...

            Nas voltas que a vida dá, sempre meus amigos eram bem mais velhos que eu, posto que, por exemplo, com 18 anos, meus companheiros tinham,

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Jorge Teixeira, um Nome, Uma Lenda, Uma Legenda

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Jorge Teixeira, um Nome, Uma Lenda, Uma Legenda

        Hoje, dia primeiro de junho, qual Sinuhe, personagem de Mika Waltari, autor de “O Egípcio”, escrevo daqui, quase do barranco do rio Mamoré,

Os 100 anos da igrejinha

Os 100 anos da igrejinha

         Estive presente na celebração dos 100 anos da Igrejinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E me comovi por diversas vezes na Santa Missa co

História e Ficção: Paulo Saldanha lança em Porto Velho seu livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus”

História e Ficção: Paulo Saldanha lança em Porto Velho seu livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus”

O escritor Paulo Cordeiro Saldanha lança em Porto Velho o livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus”. O evento será realizado na próxi

Gente de Opinião Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)