Segunda-feira, 7 de outubro de 2019 - 18h52

Aqueles que pensam que sozinhos são heróis,
tomem tento! Sem o apoio, força, pensamento e ações de terceiros jamais
chegariam aos panteões da glória.
Penso
que atletas do nível de um Pelé - apesar da aura que seu talento traduz -, sem
um Coutinho, Zito, Pepe, Mengálvio, Mauro etc., por exemplo, seria inócuo qualquer
esforço isolado para transformá-lo na majestade que é.
Um
general astuto, perspicaz e líder carismático, sozinho não consegue vencer uma
guerra sem que o Estado Maior - seus coronéis, majores, capitães, tenentes,
suboficiais, sargentos, cabos e soldados - dê soluções para as conquistas dos
espaços imprescindíveis de forma a ganhar uma batalha.
Até
Jesus Cristo, operador de tantos e tantos milagres, culto e preparado, nunca
colocaria tantas igrejas e tantos milhões de fiéis pelo mundo não fossem seus
apóstolos, primeiros pastores evangélicos, a dar respaldo na disseminação de
suas mensagens.
O
Papa, a exemplo do líder maior da Cristandade, não manteria a Igreja de pé não
fossem seus cardeais, bispos e sacerdotes, acolitados pela benemerência de
freiras que se espalharam pelo mundo afora, elegendo o catecismo como forma de
evangelizar no mesmo instante em que abriam colégios e hospitais nas Américas,
África, Ásia e Oceania.
Um
partido político não teria elegido um só dos seus integrantes não fosse o
arrojo, denodo, criatividade e audácia de seus militantes.
Uma
corporação empresarial, com suas doutrinas, filosofias e metodologias, se perderia
na formulação dessas teses se as ações empreendidas por seus executivos,
assessores, demais funcionários e terceirizados não entoassem os cânticos de
vitórias a partir das palavras de entusiasmo ecoadas no âmbito de cada instituição,
que sempre busca o LUCRO.
Um
cantor lírico ou popular não conquistaria platéias nem venderia discos, acaso
todos da orquestra não estivessem afinados nos acordes e se o trompete, sax,
piano, acordeons, bandolins, violinos, violões, e demais instrumentos destoassem,
tampouco se os músicos do tambor e da zabumba claudicassem.
O
palhaço de circo não faria rir se não houvesse o personagem coadjuvante, nem
sempre notado, a lhe favorecer sendo a “escada”, que com sua participação
inocente e aparentemente desleixada provoca com seus questionamentos
hilariantes as reações engraçadas por parte do artista considerado maior, com
sua cara pintada e suas roupas extravagantes.
A
prostituta deixaria de cumprir o seu papel social se o arquiteto, o engenheiro,
oleiro, o pedreiro, carpinteiro, pintor, ou seja, toda a equipe da construção
do motel, não o edificasse com o foco na luxúria dos outros e das outras,
curtidores da sedução e dos jogos amorosos.
Nenhum
vento seria favorável ao comandante do navio que buscasse um porto seguro se os
marujos, velejadores e remadores não cumprissem as suas tarefas com ardor e
força, conhecendo o seu papel naquela engrenagem...
Nenhum
crime seria desvendado pelo delegado acaso não houvesse a investigação do
agente de polícia responsável por sua elucidação, ou se a perícia criminal não fosse
acionada.
É
preciso, pois, valorizar o subordinado, o assessor, o ajudante, o auxiliar, o
secretário, enfim, o COADJUVANTE, aquele que ajuda a comandar e a elevar aquele
que se acha PRINCIPAL.
Afinal, de nada valeria a beleza física
de um corpo humano se o cérebro, fígado, coração, baço, pâncreas, braços e
pernas não o movimentassem...
Por isso e por outras é que sempre valorizei o trabalho em
equipe!
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