Sábado, 26 de janeiro de 2019 - 09h57

Procuremos no Mestre
Aurélio e sintetizaremos a expressão Guajará como “[Do
tupi.]substantivo masculino.1.Bras. Bot. Planta da família das sapotáceas
(Chrysophyllum excelsum); uajará. Ou Bras. Substantivo de dois gêneros. 1.Etnôn.
Indivíduo dos guajarás, povo indígena extinto que habitava a ilha de Marajó
(PA). Adjetivo de dois gêneros. 2.Pertencente ou relativo a esse povo. [Tb. us.
como s.
Além do mais, quase
No mesmo rumo, o venerando Houaiss nos
ensina que Guajará é “árvore de
até
Nenhum desses dois expoentes
dicionaristas nacionais envereda pela tradução que, anos após anos
historiadores, mestres e homens públicos dão ao nome Guajará, aqui neste Estado.
Noutra vertente, há
pesquisadores como Abnael Machado de Lima, Yeda Borzacov e Juan Carlos Avaroma,
este do Oriente boliviano, que interpretam a expressão Guajará como sendo Campo
das Sereias, decompondo-a como Guaya=Campo, Iara=duende anfíbio, sereia...
Desejo crer que
precisamos acabar com essa contradição, porque não existe conformidade entre as
afirmações e a verdade vernacular com que ela se expande, a partir da
etimologia do termo.
Na verdade, há uma discordância, uma
incompatibilidade, entre as interpretações passadas e a atual, desaparecendo
quaisquer justificativas, ainda que parciais, que conciliem as partes,
revelando-se imprescindível a sua correção.
Homens e mulheres do meu tempo
investiguemos, sem paixões e procuremos encontrar a verdade verdadeira.
É preciso, pois corrigir o que precisa
ser corrigido!
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