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Meio Ambiente

Cúpula Amazônica também desperta interesse em prefeitos goianos



Os debates em torno da preservação da Amazônia não são relevantes apenas aos Municípios do Norte brasileiro. Para os prefeitos goianos de Quirinópolis e Chapadão do Céu, Gilmar Alves e Paulo Cunha, essa discussão “é relevante para todo o Brasil. Pois, a Amazônia é o equilíbrio climático do país e deve ser preservada por todos os brasileiros”. Os dois gestores, que participarão da I Cúpula Amazônica de Governos Locais, falam sobre a gestão e os impactos ambientais no Estado.

Por possuir uma economia voltada para o agronegócio, como plantação de soja e outros grãos, Goiás, assim como outros Estados, precisa valorizar o trabalho ambiental nos Municípios. Segundo Gilmar, também presidente da Frente de Mobilização Municipalista (FMM - GO), preservar a Amazônia e os demais biomas é dever de todos os gestores de Norte a Sul do país. “A Floresta Amazônica é visada por todo o mundo e preserva-lá é dever de todos nós”.

De acordo com Gilmar Alves, há, por parte dos produtores rurais, uma preocupação com o Meio Ambiente e isso deve ser aproveitado pelos prefeitos para o cumprimento das leis ambientais. Essa informação é compartilhada por Paulo Cunha, prefeito de um Município essencialmente agrícola. “Os produtores estão tendo consciência, sabem da necessidade de cuidar da natureza e querem um equilíbrio entre a economia e o Meio Ambiente”, relata. 

Discussão nacional e internacional

Para os prefeitos, além de debater os temas relacionados às mudanças climáticas, a Cúpula representa uma chance de buscar boas ideias e aplicá-las em Goiás. “Temos que recuperar áreas devastadas, ganhar com os créditos de carbono e oferecer subsídio financeiro para quem quer preservar o Meio Ambiente”, justifica Paulo Cunha. Um dos destaques de Chapadão do Céu é o Parque Nacional das Emas, a maior área preservada do Bioma Cerrado em todo o planeta, com 131.868 hectares.

Segundo Gilmar Alves, problemas como erosão, danos à flora e prejuízos no habitat dos animais silvestres podem ser resolvidos com a ajuda dos gestores locais. “Nós queremos discutir [na Cúpula] principalmente a solução para os resíduos sólidos e a utilização dos créditos de carbono”, explica.

O Cerrado é o segundo maior Bioma brasileiro e possui apenas 51,2% da área natural. Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, o desmate deste bioma chega à média de 21 mil km² por ano. O maior registro de degradação é o de Goiás, com 212,6 mil km². Presente em 12 Estados, o cerrado é responsável por berços d’água indispensáveis para a cultura agrícola. 

A I Cúpula Amazônica de Governos Locais acontece nos dias 7 a 10 de outubro, em Manaus (AM). O encontro contará com painéis temáticos e debates sobre a Inclusão da Amazônia nas Negociações de Mudanças Climáticas. Os interessados podem inscrever-se pelo site do evento. 

Fonte: Confederação dos Municípios

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