Segunda-feira, 25 de maio de 2026 - 08h05

Claro que sim! Principalmente no Brasil. E isto não é
novidade para ninguém. Na verdade, ela sempre roubou, foi corrupta, sempre
desviou recursos públicos, teve vários integrantes seus que enriqueceram
ilicitamente, prevaricou e na política faz de tudo para se manter no poder.
Isso sem falar que sempre foi golpista e nunca esteve ao lado dos pobres, dos trabalhadores
e também daqueles eleitores que sempre votaram nos seus candidatos. E a esquerda?
Pelo menos em nosso país não há muita diferença entre direita, esquerda e
extrema-direita. É tudo farinha do mesmo saco. Diogo Mainardi, escritor
e colunista, disse certa vez que “no Brasil não existe direita nem esquerda.
O que existe é um bando de salafrários, vagabundos, ordinários e corruptos que
vez ou outra se juntam para roubar o dinheiro do povo”. É obvio que devam
existir algumas exceções.
O problema é
que na nossa política, o que mais se tem visto ultimamente são os caciques e
também quase todos os políticos e eleitores da extrema-direita reacionária
dizendo que Lula e o PT são um bando de ladrões. “Lula Ladrão!” é um
mote que se popularizou naquele meio. Mesmo que não se saiba exatamente o que
foi roubado, repete-se a frase como um mantra. Eu não acuso a esquerda nem os
seus políticos de terem roubado alguém ou alguma coisa, mas também não
duvido. E eis que agora é a extrema-direita que se vê em maus lençóis com o
recente escândalo do Banco Master e de seu proprietário Daniel Vorcaro. É aquela
velha máxima de Vladimir Lenin se repetindo: “acuse seus adversários daquilo
que você faz. Chame-os do que você é”. Toda a extrema-direita nacional se
viu diante do espelho. E agora, quem rouba? Quem é roubado?
Parece que o
banqueiro é agora “irmão e amigo” de todo mundo da extrema-direita. Pelo
menos é o que se observa nos áudios vazados. Flávio Bolsonaro, que já está
sangrando nas pesquisas para presidente por causa do seu envolvimento com
Vorcaro, pode ter dado adeus as suas pretensões políticas. Ciro Nogueira,
presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, recebia
mensalmente uma gorda mesada do dono do Banco Master. Era cotado para ser
candidato a vice-presidente na chapa de Flávio nas próximas eleições. Até o “falante”
deputado Sóstenes Cavalcante do PL do Rio de Janeiro teria sido flagrado pela
Polícia Federal com quase 400 mil reais dentro de sua casa numa recente
operação policial. Ele afirmou que a origem desse dinheiro é lícita. Já pensou
se estes fatos tivessem como protagonistas políticos da esquerda e do PT de
Lula?
Em termos de
corrupção e de roubar ou desviar dinheiro público a contenda parece que está
empatada no Brasil. E como fazer para votar sem correr o risco de eleger
ladrões, canalhas e corruptos? Simples, basta escolher candidatos que mostram
na prática a defesa dos mais humildes. Jamais votar em quem quer expulsar os
pobres das cidades. Por que votar em políticos que são assumidamente contra a
diminuição da jornada de trabalho no país? Como votar em candidatos que querem
criar uma jornada de 52 horas semanais de trabalho? Político inimigo do
trabalhador? Não! Há políticos honestos e candidatos também
honestos, embora sejam exceções. Se o candidato é favorável à diminuição
da maioridade penal ou é contrário à política de direitos humanos não devia
receber votos. Como um eleitor pobre votará num futuro presidente, deputado,
governador ou senador que é contra as políticas sociais? Eleger corruptos
ou ladrões é perigosíssimo.
*Foi Professor em Porto Velho.
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