Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 - 14h21

O Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores
Públicos do Município de Porto Velho (IPAM) possui o Conselho de Previdência,
um órgão colegiado, composto por nove membros, sendo quatro servidores
efetivos, eleitos pela categoria, e cinco indicados pelo chefe do executivo. A
finalidade do Conselho, entre outras atribuições, é fiscalizar a gestão dos
recursos previdenciários, conforme legislação própria, monitorando a aplicação
de investimentos e a carteira de recursos do Instituto, garantindo, assim, os
direitos dos segurados. Isso é fundamental para a transparência e a eficiência,
como tem dito o prefeito Léo Moraes.
Não de hoje que eu defendo a criação do Conselho de
Assistência Médica na estrutura organizacional do Ipam, nos moldes da
previdência, observando o princípio da paridade, como ensina a legislação
vigente, o que não ocorre no da previdência. Esse Conselho teria a competência para
fiscalizar a aplicação do dinheiro do Fundo da Assistência Médica, protegendo
não só a instituição de eventuais más práticas, como também os segurados, com
atendimento de qualidade. Eu sei que o
Ipam tem a Controladoria e a Auditoria, mas isso não impede a criação do Conselho.
Quanto mais gente trabalhando para proteger o dinheiro do contribuinte, melhor.
Recentemente, o Ipam foi alvo de operação policial, que
apontou possíveis irregularidades envolvendo recursos da Assistência Médica na
administração passada. É possível que o escândalo tivesse sido evitado se o
Ipam contasse com o Conselho de Assistência Médica. Fica, então, a sugestão ao
prefeito Léo Moraes, para que envie à Câmara Municipal um Projeto de Lei Complementar
disciplinando as atribuições do Conselho de Assistência Médica, tornando mais seguras
e transparentes as ações do Instituto.
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