Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 - 14h35

É comum, em período eleitoral, políticos e candidatos
encontrarem soluções milagrosas para os inúmeros problemas que angustiam a
população. Por exemplo, o cidadão ficou oito anos no poder, sem, contudo,
conseguir levar água tratada aos moradores da cidade. Agora, com a aproximação
das eleições, garante que, logo, a situação será resolvida.
Há décadas, servidores do estado de Rondônia vêm lutando para
serem transpostos para os quadros da União, mas a burocracia oficial não deixa,
mas, logo, vai aparecer alguém dizendo que tem a fórmula mágica para colocar um
ponto final nessa história.
Mas e o eleitor, o que ele realmente acha de tudo isso?
Estaria ele satisfeito com o que vê e ouve durante as campanhas eleitorais?
Será que ele tem tirado algumas lições, ainda que de forma sintética, das reais
intenções daqueles que buscam um mandato nos mais diferentes escalões da
República? E o retorno prático dos discursos políticos, nessas ocasiões, tem
correspondido às expectativas do eleitorado?
Essas são apenas algumas das indagações que precisam, desde
já, compor o mosaico das preocupações dos que vão às urnas nas eleições deste
ano. O embate eleitoral é próprio do regime democrático, mas é preciso que o
eleitor fique atento às propostas dos candidatos, para, depois, não dizer que
foi enganado.
Nos dias que nos separam dos pleitos, muita bobagem, muita
promessa e muito desespero ainda serão testemunhados. Importa destacar,
contudo, que o eleitor de hoje não é o mesmo de ontem. Muitas coisas mudaram.
Agora, a sociedade sabe muito mais como se mobilizar e exigir o respeito que é
próprio dos cidadãos.
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