Sábado, 11 de abril de 2026 - 10h50

O advogado, jornalista, radialista e cronista
Arimar Sá usou o que sabe fazer de melhor como poucos, ou seja, os meios de
comunicação, para reclamar de uma possível perseguição política evidenciada na
redução de valores relativos à distribuição de publicidade oficial do governo
de Rondônia atingindo o programa Voz do Povo e o portal Rondonotícias, ambos dirigidos
por ele. O corte teria ocorrido após o radialista entrevistar um desafeto
político do governador Marcos Rocha.
As vantagens da liberdade de imprensa, de tão
interessantes, aproveitam os menores pretextos para revelar-se em sua
inteireza. Não fosse pela liberdade de imprensa de que desfrutam os organismos
de comunicação, a sociedade brasileira ainda lhe teria sonegadas informações
que desnudam certas práticas político-administrativas nos dias atuais. Mesmo hoje
muitas têm sido as manobras para fazer calar a imprensa. Ainda bem que todas
elas têm encontrado o mais vigoroso repúdio da sociedade. De qualquer maneira,
é sempre melhor que se possa dizer tudo quanto se pensa, guardada sempre a
possibilidade de os que se considerarem prejudicados possam bater as portas do
poder judiciário, ao qual cabe decidir sobre a legalidade ou não do dito ou
feito.
Recentemente, o deputado estadual Alan Queiroz
foi alvo de críticas na internet. Estaria ele envolvido no escândalo do Banco
Master? Não! Teria o parlamentar rondoniense participado de pândegas na mansão
do dono do Master? Nada disso! Por acaso, o nome de Alan apareceu na lista dos
ladrões dos velhinhos do INSS? De jeito nenhum! Mas, então, por que tanto
barulho envolvendo seu nome?
O motivo da balbúrdia tem nome, valor e objeto.
Trata-se de uma emenda parlamentar, de autoria de Alan, destinando R$ 450 mil ao
município de Guajará Mirim para pagar o cachê de uma banda de forró contratada
para animar o aniversário da cidade, algo comum nos dias de hoje, porém, como
se viu, causou um tremendo rebuliço e debates acirrados sobre as prioridades de
governo.
O assunto é complexo e divide opiniões. Por um
lado, tem gente que considera importante os eventos musicais, pois contribuem
para promover a cultura e o lazer da cidade, além de gerar renda para a
economia local, formal e informal; por outro lado, muitos acham que o dinheiro
deveria ser usado na melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados à
população do município, como saúde, educação, segurança pública, saneamento
básico, limpeza urbana, entre outros temas, lembrando que a prefeitura de Porto
Velho festejou os cem anos da capital com a participação da cantora Joelma, que
teria recebido um cachê de R$ 450 mil. Nem por isso o mundo caiu. Pelo
contrário, muita gente até gostou da ideia. Imagens correram nas redes sociais
mostrando uma multidão prestigiando o evento, apesar de eu ser radicalmente
contra esse tipo de iniciativa, observando, ainda, que o dinheiro é público e
precisa ser aplicado com transparência, cabendo aos órgãos de fiscalização a
tarefa de acompanhar a destinação de cada centavo investido pelo poder público.
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