Terça-feira, 25 de novembro de 2025 - 08h05

A rachadinha é uma das modalidades de corrupção mais presentes
no submundo da política brasileira. Aqui e acolá estoura uma denúncia
envolvendo o desvio de recursos públicos. Apesar de não está explicitamente
configurada no Código Penal Brasileiro, a rachadinha enquadra-se mesma
categoria de crimes como peculato, concussão ou enriquecimento ilícito.
A rachadinha ocorre quando o assessor repassa parte do salário
para o parlamentar, como exigência para a função. Há quem diga que existem
vários tipos de rachadinhas no Brasil. Algumas bastante conhecidas da opinião
pública. Já ouvi relatos de rachadinhas com os mais variados nomes, mas a
“Rachadinha de Natal”, garanto, era novidade, pelo menos até a semana passada,
após demorada conversa com alguém que se movimenta com certa desenvoltura pelos
meandros da política.
Segundo informação, essa modalidade de rachadinha ocorreria com
mais frequência entre os meses de novembro e dezembro. O parlamentar
solicitaria ao DRH a exoneração do assessor. Depois, mexeria os pauzinhos,
recorreria a contatos e influencias para viabilizar o pagamento de todos os
direitos do exonerado, que, posteriormente, dividiria a grana com o chefe, com
a promessa de que retornaria à função no mês de janeiro, com o mesmo salário e,
claro, desfrutando ainda mais da confiança do padrão para novas investidas
contra o patrimônio público.
Isso não quer dizer que todos os políticos compactuam com essa
esculhambação. Por isso, não é justo colocar todo mundo no mesmo balaio de
gatos. É sabido que em todos os segmentos da sociedade há bons e maus
profissionais. Boas e más pessoas existem em todos os lugares. Na seara
politica não seria diferente, mas é sempre bom separar o joio do trigo para não
cometer injustiças.
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