Segunda-feira, 1 de julho de 2024 - 08h05

Ao longo do tempo, as
instituições rondonienses vêm amadurecendo. Disso não se tem a menor dúvida. Poderia
citar várias delas. Melhor não, até para não correr o risco de cometer
injustiça. Logicamente que, aqui e li, um ou outro episódio supera a barreira
da decepção, causando tamanha indignação que, de repente, pode apagar tudo
aquilo de bom que eventualmente vinha sendo realizado.
Recentemente, deu no
noticiário que dois deputados estaduais de Rondônia teriam recebido quase R$
132 mil em diárias para viagem ao Japão. Seis outros parlamentares teriam
embolsado quase R$ 230 mil em diárias para participarem de um evento na
Bolívia. A atitude desses representantes do povo decepcionou muita gente. Não
menos decepcionante é saber que, até agora, passados quase onze dias após o melancólico
e revoltante episódio, a mesa diretora da ALE-RO não prestou nenhum
esclarecimento à sociedade, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Acreditava-se que, sob a
direção do presidente Marcelo Cruz, a Assembleia Legislativa de Rondônia
entraria definitivamente nos trilhos e voltaria a merecer o respeito dos
cidadãos, depois de administrações desastrosas, que deixaram o conceito daquela
Casa na lona, mas, infelizmente, não é isso o que se tem visto. Definitivamente,
quando quer, a classe politica consegue, em certos momentos, alinhar-se com as
verdadeiras aspirações da sociedade, seguindo fielmente o que mandam as leis e
obedecendo até as normas de natureza ética.
Desesperar-se, jamais!
Nem tudo está perdido. Muito em breve haverá eleições. Aqueles que não
aprenderam que o dever do homem público é servir aos seus mandatários, e não
deles servirem-se, não merecem o nosso voto. Como recompensa, vamos carimbar
seus passaportes com destino não ao Japão nem à Bolívia, mas, sim, ao
ostracismo, até aprenderem a não mais brincar com o sentimento e a confiança do
povo. Ressalvadas as exceções, a ALE-RO é uma decepção.
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