Terça-feira, 10 de março de 2026 - 12h43

É impressionante e, ao mesmo
tempo, revoltante saber como Daniel Vorcaro conseguiu, em tão pouco tempo,
montar e operar um esquema de corrupção altamente sofisticado sem ser
incomodado por quem tem a responsabilidade de proteger a população contra a
sanha malévola de gente da sua raça. O escândalo do Banco Master parece que não
tem fim. Cada enxadada, um minhocão. O assalto aos cofres da Petrobrás é café
pequeno perto da fraude financeira patrocinada pelo banco controlado por
Vorcaro.
A resposta ao questionamento
acima foi dada pela competente PF (Policia Federal), após realizar perícia
técnica em um dos parelhos de celular do dono do Banco Master. Agora, sabe-se
que a roubalheira só possível porque Vorcaro contou com a conivência de
autoridades do mais alto escalão da República, políticos, empresários e servidores
públicos desonestos, que não resistem à tentação do vil metal.
A roubalheira do Master entrou
para a história como o maior rombo financeiro do país, responsável por um prejuizo
de quase R$ 52 bilhões. Fundos de pensão de Institutos de Assistência e
Previdência de Servidores Públicos estaduais e municipais (geralmente
presididos por apaniguados e cabos eleitorais de políticos) despontam com alvos
preferenciais da quadrilha.
Agora chega a notícia de que o
Ipam (Instituto de Assistência e Previdência dos Servidores Públicos do
Município de Porto Velho) teria investido uma grana preta em títulos podres no
banco de Daniel Vorcaro, nos governos de Roberto Sobrinho (PT) e Mauro Nazif
(PSB). A Câmara Municipal de Porto Velho teria convidado membros da atual
diretoria para esclarecer o assunto. No fundo, o que desejam muitos políticos é
aproveitar os holofotes para mostrarem que realmente estão preocupados com o
Ipam. Todo mundo sabe que o objetivo é buscar promoção pessoal, construir uma
estratégia para capitalizar dividendos eleitorais sobre o caso, uma vez que
estamos em ano de eleições, e é quase certo que muitos com assentos na Casa
pretendem disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa ou Câmara dos
Deputados.
Será que o Ipam jogou dinheiro de
aposentadorias e pensões no Banco Master? Ainda está na memória de muitos
servidores e aposentados o caso do Banco Santos, que faliu em 2004. O Ipam
depositou R$ 500 mil no Banco da Amazônia, que, por sua vez, transferiu para o
Santos, sem autorização da direção do Ipam, que precisou entrar na Justiça para
reaver o dinheiro devidamente corrigido.
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