Sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 - 12h49
Todos os anos quase que no mesmo período nós temos carnaval no Brasil e lógico em Porto velho e todo ano temos novidades com taxas, impostos emolumentos dentre outros.
A cada ensaio de blocos ou bandas um número considerável de pessoas se beneficiam dessas festas, quem vende churrasquinho comprou cerne em algum mercado ou casa de carne, pagou por isso, os espetos de madeira são vendidos em várias casa comerciais, ele pagou por isso, o guardanapo de papel é encontrado em quase tudo quanto é lugar, também alguém pagou por isso, e por vai, é a cerveja, a água, o refrigerante, algodão, bexigas, pisca-pisca enfim.
A quantidade de barracas dentro e fora dos limites de cada um são inúmeras, gerando renda e ocupação, os catadores de latinhas se desdobram para juntarem uma quantida que lhes proporcionam algum din-din.
Tudo isso é renda, seguranças, banheiros químicos, grupos musicais, cordeiros, iluminação, tudo é pago pelos responsáveis por essas festas, gerando renda.
As escolas de samba são outras grandes fontes de renda.
Serralheiros, artesãos, carpinteiros, ajudantes, sem falar no material de reposição de instrumentos e nos próprios, que furam durante os ensaios, costureiras, vigias, restaurantes que vendem marmitex para os barracões, empurradores de carrros alegóricos, percussionistas, cantores, músicos, carros de som, e material de fantasias comprados nas lojas do ramo, tudo comprado á vista ou em crédito aberto pela Federação das Escolas de Samba, (FESEC).
É dinheiro circulando na cidade, é a economia do carnaval, fazendo caixas, depois das festas de final de ano.
Será que ninguém está vendo isto?
É preciso uma compreensão sobre a economia do carnaval, antes de pensar na arrecadação, não é preciso ser economista para perceber, que o carnaval traz divisas e gera emprego e renda, sem ele, o carnaval, imagina como estaria a cidade depois de tantos gastos e aguardando o dia do pagamento do mês mais longo do ano.
Carnaval é coisa séria!
Fonte: Carlinhos Maracanã/Agitador Cultural.
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