Quinta-feira, 19 de março de 2026 - 17h15

O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon
Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador
pelo estado do Paraná, Sério Moro? Além de serem oriundos da seara judicial –
Chaves foi Promotor de Justiça, e Moro, juiz federal -, ambos estariam
enfrentando forte resistência interna, após o anúncio de suas eventuais
candidaturas aos governos estaduais.
Hildon Chaves foi o primeiro a reclamar. E o fez por meio de
suas redes sociais. Em novembro de 2025, o ex-prefeito disse que um grupo
político estava trabalhando para impedir sua chegada ao palácio Rio Madeira,
sem, contudo, revelar nomes. Como se sabe, nem todo inimigo está longe. Às
vezes, está ao seu lado. A sabotagem pode vir de pessoas próximas e confiáveis.
Judas Iscariotes conviveu com Jesus durante seu ministério, mas o traiu por 30
moedas de prata. Aitofel era conselheiro íntimo de Davi, mas tramou para
Abisalão, filho do rei, tomar o trono de Israel. No caso de Hildon, os inimigos
estariam dentro do seu próprio partido, o PSDB, pessoas que ele as teria
ajudado e que, agora, pretendiam inviabilizar seu projeto político. Hoje, o
Tudo Rondônia informa que Hildon vai trocar o ninho dos tucanos pelo União
Brasil. Ele não quer arriscar. Melhor sair logo do que correr o risco de ser
rifado depois.
Situação análoga vive o senador Sérgio Moro. Desde que anunciou
sua pretensão de disputar o governo do Paraná, Moro passou a enfrentar
problemas não somente nas hostes do União Brasil, mas, principalmente, no Partido
Progressista, aliado da federação, liderada pelo senador Ciro Nogueira, que
teria ameaçado não homologar o nome do ex-juiz da Lava Jato. À semelhança de
Hildon Chaves, Moro resolveu trocar o União Brasil pelo Partido Liberal de
Flávio Bolsonaro. A filiação à legenda controlada pelo ex-deputado federal
Waldemar Costa Neto deverá acontecer no próximo mês de abril.
Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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