Quarta-feira, 13 de março de 2024 - 15h35

Aproximam-se as eleições municipais e, com elas,
o troca-troca de partidos. Sempre foi assim e, agora, não seria diferente. A
final, no Brasil, a política é movida por interesses. Não qualquer interesse,
mas, especificamente, interesses pessoais, ainda que flagrantemente contrários às
legítimas aspirações da população. Acompanhamos, não é de hoje, a chamada
política prostituta, completamente destituída de princípios. Na maioria dos
casos, o fisiologismo é quem dá as cartas. Esquecem-se, os que assim procedem,
de que o mandato político não diz
respeito às vantagens particulares ou de grupos, mas, sobretudo, à defesa das
instituições, do bem-estar social, da nossa cultura, enfim, de tudo aquilo que
representa a continuidade da vida nas diferentes esferas de poder.
Por outro lado, poucos são os partidos,
verdadeiramente, organizados e atuantes, especialmente no estado de Rondônia. A
maioria não contribui em absolutamente nada para a estabilidade econômica e a
melhoria da qualidade de vida da coletividade.
Por isso, após cada eleição, cresce o número de
apóstatas, como resultado de um processo que se tornou trivial.
Causa espécie, no entanto, é quando um político,
na efervescência da campanha eleitoral, promete defender as diretrizes e as
cores da agremiação à qual pertence, em nome da coerência e dos seus princípios
éticos. Depois, o trânsfuga, inexplicavelmente, muda de sigla, como se muda de
cueca.
Se um cidadão pertence a um partido político,
ele está, moral, eticamente e ideologicamente obrigado a obedecer às
determinações emanadas do comando supremo daquela agremiação, seguindo as
recomendações e acatando as normas traçadas.
Ele pode até discordar das orientações da cúpula
partidária. Neste caso, restar-lhe-á o recurso puro e natural do desligamento
do quadro. Agora, mudar de partido por pura conveniência, é algo inaceitável,
porém, é exatamente isso que se tem visto, com as devidas exceções.
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