Segunda-feira, 4 de setembro de 2023 - 13h53

Você que tem o hábito de ir ao supermercado certamente deve ter
tomado um baita susto com o preço do quilo do tomate, que, até a semana
passada, custava quase dez reais em alguns estabelecimentos comerciais de Porto
Velho, depois dos sucessivos aumento do preço dos derivados de petróleo, a
gasolina, e o gás de cozinha à frente, obrigando o consumidor a comprometer o
equilíbrio do orçamento doméstico.
E não é somente o preço do tomate que está nas alturas. Para
essa regra, parece que não há exceção. Vivenciamos o aumento de todos os alimentos,
principalmente os da cesta básica. Os produtos de limpeza e higiene pessoal
estão mais caros, o que vem levando muitos consumidores a reduzir cada vez mais
as despesas. As tarifas públicas, sobre as quais recai a maior parte da culpa
pelo rompimento do nível inflacionário e os aumentos oficiais justificados
pelos burocratas de plantão, como resultados da oscilação do dólar, vão
tornando cada dia mais difícil a vida da maioria dos brasileiros. Cada mês é um
corte diferente.
Muitas explicações têm sido
dadas para tentar justificar essa corrida no preço abusivo do tomate, mas
nenhuma delas, contudo, conseguiu, até agora, convencer o consumidor, que vive
um dilema no fim do mês: falta dinheiro para pagar todas as contas e sobram
dívidas. Assim, vai ficando cada dia
mais difícil o brasileiro prover o sustento de sua família. Fácil, mesmo, é
verificar a distância do paraíso prometido com o inferno em que a vida da
grande maioria da população se vai transformando
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