Quarta-feira, 18 de dezembro de 2024 - 15h01

Relatório da Organização das Nações
Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial revela que houve redução
significativa nos números de pessoas afligidas pela fome no Brasil, mas ainda
não foi dessa vez que conseguimos sair do mapa da fome. Aliás, saímos em 2014,
mas voltamos em 2019 e permanecemos até hoje. A esperança é de que isso
acontece em 2025. Será?
Os primeiros governos petistas registraram
avanços importantes no combate à fome, mas os desafios ainda são enormes. A
situação é grave e exige posicionamento firme e determinação gigantesca para
não deixar o assunto entre as prioridades, mas, sim, ser a prioridade, algo que
não vem acontecendo no governo Lula 3, resultando no aprofundamento do poço
para o qual foram empurrados milhares de brasileiros.
A fome é uma nódoa social persistente
no Brasil, cujo combate envolve a participação de governos e da sociedade. Não
sei se um dia conseguiremos acabar com ela, pois isso exigiria o exercitar de
valores intrínsecos à humanidade. Valores esses, aliás, engolidos, no decorrer
das últimas décadas, pela voracidade de modelos econômicos equivocados,
completamente distorcidos da realidade social.
Vivemos numa sociedade cada vez mais
movida pelo consumismo exacerbado, na qual a obsessão pelo acúmulo de bens está
na ordem do dia, onde o individualismo impera como estilo de vida, ignorando
que milhares de irmãos brasileiros têm como rotina diária conviver com a fome,
uma afronta para um país com tantas riquezas naturais, mas que não consegue
proporcionar aos seus moradores o direito fundamental à alimentação.
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