Terça-feira, 13 de janeiro de 2026 - 15h21

Foi preciso que um juiz americano,
motivado por um acionista do Banco Master, reconhecesse a legalidade do
processo de liquidação da instituição para que autoridades e políticos
brasileiros caíssem na real. O primeiro a fazê-lo foi o Tribunal de Contas da União
(TCU), que suspendeu a inspeção no Banco Central para apurar a circunstância da
liquidação. Depois, foi a vez de o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciar a
liberação de R$ 41 bilhões aos investidores do banco, com resgate de até R$ 250
mil por CPF.
É possível que o magistrado americano
tenha sentido um odor desagradável de enrolação no ar por parte do dono Master,
ajudado por instituição pública, com a finalidade de ganhar tempo e, com isso,
empurrar o caso com a barriga, mas a manobra não colou. O juiz não só ratificou
a legalidade do ato praticado pelo Banco Central, como também bloqueou bens e
ativos do empresário, evidenciando que o BC agiu corretamente, colocando um
ponto final na polêmica.
A decisão caiu como uma bomba no colo
daqueles que apostavam na reversão da liquidação do Master. O próprio
presidente do TCU, Vital do Rêgo, reconheu que o BC “teve razão em liquidar o
Master”, mas por que não disse nada antes, deixando para fazê-lo só agora?
Enquanto autoridades brasileiras estavam confusas, sem saber o que realmente
fazer para resolver o problema do Banco Master, um juiz americano entrou em
cena e encerrou o jogo com um xeque-mate.
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