Quinta-feira, 3 de julho de 2025 - 12h06

Recentemente,
a Câmara dos Deputados aprovou o número de vagas no parlamento, passando de 513
para 531. Num país efetivamente sério mais representantes políticos
significaria também mais pessoas lutando em proveito dos direitos do povo. No
Brasil, contudo, uma notícia como essa quase sempre vem acompanhada de
desconfiança por parte da sociedade com a perspectiva de novas e multiplicadas
decepções – com as honrosas exceções, é claro.
Como
sempre acontece em ocasiões como essa, falou mais alto o egocentrismo delirante
de suas excelências, que optaram pelo aumento do quantitativo de cadeiras. Às
favas o sentimento público e o respeito para com o suado dinheiro dos pagadores
de impostos, que terão de arcar com mais uma despesas, como salários, diárias,
passagens áreas, verbas de gabinetes e a famosa cota indenizatória, um colírio
para os olhos daqueles que não resistem à tentação de queimar dinheiro público,
sem dó nem piedade. Isso não só acontece nos gabinetes de Brasília. Segundo
informações, em algumas Câmara Municipais têm vereadores nadando de braçadas
nas águas turvas da verba indenizatória.
Não sem
motivo o brado de indignação do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG),
chamando de hipócritas os que exigem do governo Lula cortes de gastos e,
paradoxalmente, criam novas fontes de despesas para a população. O senador
pediu que o presidente Lula vete o aumento no número de parlamentares, que pode
gerar um impacto de quase R$ 95 milhões ao ano.
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