Quarta-feira, 26 de novembro de 2025 - 17h13

Se você é filiado à assistência médica do Ipam e precisa
agendar uma consulta com um oftalmologista recomendo, desde já, munir-se de
muita paciência. A situação não está fácil. Escrevo com a autoridade de quem
vivenciou o problema. A “via crucis” começa pela lista de credenciados,
completamente desatualizada. Muitos profissionais deixaram de atender o Ipam há
muito tempo. Mesmo assim, seus nomes continuam como cadastrados. É uma
humilhação atrás da outra.
Ao todo, foram cinco tentativas e as respostas, sempre as
mesmas: “o atendimento ao Ipam está suspenso sem previsão de retorno” ou,
então, o que é pior, “não estamos mais atendendo ao Ipam. Não culpo o prefeito
Léo Moraes pelo caos que se instalou na assistência médica. Afinal, ele está no
cargo há menos de um ano, mas alguém precisa fazer alguma coisa para resolver essa
situação vexatória. Empurrar o caso com a barriga, enquanto filiados padecem
para conseguir marcar uma simples consulta, é, no mínimo, desumano. Imagine uma
cirurgia de alta complexidade.
A principal função do vereador, além de legislar, é fiscalizar
os atos do prefeito e de seus auxiliares. Onde estão os vereadores de Porto
Velho que não veem o sacrifício imposto aos filiados à assistência médica, em
sua maioria, idosos, que não dispõem de recursos para pagar um médico
particular? Estariam nossos representantes mais preocupados com eventuais
privilégios, como a manutenção de uma penca de comissionados que cada um deles manteria
em seus gabinetes, a ponto de não exigirem das autoridades municipais a adoção
de medidas urgentes e corretivas para, pelo menos, amenizar os problemas que afetam
à assistência médica do Ipam e corroem a paciência de filiados e dependentes do
Instituto?
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