Terça-feira, 4 de novembro de 2025 - 18h51

Sou
testemunha do resultado resolutivo do mutirão de cirurgias que está em
andamento em hospitais privados. Pacientes atendidos pela rede pública de
saúde, que estavam esperando cirurgias, há muito tempo, a maioria deles foi
operada em poucos dias.
O governo estadual acertou em optar por essa
modalidade de atendimento, por ser mais resolutiva, rápida e barata.
Eu mesmo tive um familiar e dois amigos
operados no Hospital Central, inclusive dois deles já totalmente recuperados, e
um em franca recuperação. Um deles, pasmem, estava aguardando cirurgia pelo SUS
há 6 anos.
Apelo, em nome de tantos que já sofreram com
essa longa espera, ao governador, Marcos Rocha, e o secretário de Saúde,
Jefferson Rocha, que envidem todos os esforços para que não haja interrupção
nesse tipo de atendimento. Caso isso venha a acontecer, em pouco dias teremos,
novamente, o João Paulo lotado e muitos enfermos em casa esperando por
cirurgia. Isso, evidentemente, não deveria acontecer novamente.
Qualquer governo, em qualquer nível, sabe que a
saúde deve ser a maior de suas prioridades. Porque um ser humano doente,
especialmente se incapacitado para o trabalho, além de sofrer, transforma-se
num grande problema social. Isso porque falta-lhe a condição fundamental para
ter qualidade de vida.
Diante disso, faço um veemente apelo às
autoridades citadas para que não interrompam esse mutirão, que está
transformando para melhor a vida de tantas pessoas.
Sustento meu apelo no que é sabido há muito tempo: todas as tentativas para resolver a questão, deste e de outros governos, deram errado. E têm tudo para continuar dando errado. Já que este mutirão está sendo um sucesso, dar segmento a ele, especialmente neste momento em que o atual governo caminha para o final, será uma forma de se compensar por não ter realizado o que tanto pretendeu: a construção do Euro. Diga-se, para que sejamos justos, que esse fato danoso aconteceu porque, segundo amplamente divulgado pela mídia local, a empresa que construiria aquela unidade de saúde não cumpriu os requisitos legais para tal, obrigando o governo a cancelar o referido contrato e até multá-la em vultoso valor.
A continuidade do mutirão de cirurgias é,
portanto, a melhor e única solução para o grave problema em questão.
*Professor
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