Terça-feira, 4 de junho de 2024 - 15h29

A
radiografia do Brasil nos quase dois anos de governo Lula revela a face de um
país que ainda não alcançou e, certamente, jamais alcançará as mudanças e
transformações há muito reclamadas pela sociedade. A picanha no final de semana
com os amigos, o crescimento econômico, o controle da inflação, a redução da
carga tributária e dos índices de desemprego, entre outras promessas
eleitoreiras, ficaram na moldura do discurso de campanha.
Dispensável
repetir que a vida do cidadão comum vem piorando, gradativamente, ao longo do
atual mandato presidencial, apesar de o governo petista reivindicar para si o
mérito de ter tomado medidas que, de alguma maneira, facilitaram as coisas para
os brasileiros, quando, na prática, quase todo mundo sabe que isso não é
verdade. Discordo, porém, daqueles que, numa atitude machista e irresponsável,
pois apenas banaliza a violência doméstica, compara a relação de grande parcela
do eleitorado brasileiro com a política como “mulher de malandro, que apanha e
absorve o agressor.
O retorno
de Lula ao Palácio do Planalto foi cercado de esperança por parte de muitos
eleitores. Sua experiência política, seu discurso de mais comida barata na mesa
dos desvalidos, seu aparente distanciamento de partidos resistentes a mudanças,
serviram para alimentar fundadas esperanças. Os resultados das pesquisas mais
recentes revelam que, mal ultrapassado um ano e meio de governo, a popularidade
de Lula vem caindo pelas tabelas. Nem o suposto esforço do presidente para
atender reivindicações antigas da sociedade consegue inclinar a opinião pública
a favor do governo petista, enquanto o país continua descendo a ladeira.
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