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PAC novo, obras velhas!


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento - foi lançado em janeiro de 2007 no governo do presidente Lula, seguido do governo Dilma, anteriormente apelidada pelo petista de “a mãe do PAC”, quando chefiou a Casa Civil (2005 – 2010). Como o próprio nome acentua, a finalidade do programa era acelerar o crescimento econômico, aumentar o emprego e melhorar as condições de vida da população.

O programa previa investimentos na ordem de R$ 1,7 trilhão, mas, como se viu, nem tudo saiu como planejado, e o PAC entrou para a história como um dos maiores (senão o maior) fiasco da administração petista, deixando um cemitério de obras inconclusas espalhadas pelos quatro cantos do país.

Inúmeros foram os motivos que contribuíram para o malogro do PAC, entre eles falta de dinheiro, ausência de projetos e superfaturamento, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte, orçada em R$ 17 bilhões, mas que teria custado aos cofres públicos nada menos que R$ 30 bilhões. Angra III também foi alvo de denúncias de corrupção. Há casos de obras que não teriam sido iniciadas, mas teria sido pago cem por cento do recurso. O sobrepreço também esteve presente em muitas delas.

Agora o presidente Lula lançou o novo PAC prometendo investir R$ 1,68 trilhão nas áreas da saúde, educação, inclusão digital, água potável, infraestrutura, transporte, segurança pública, entre outros setores. No papel, o novo PAC impressiona pela quantidade de obras e pelo extraordinário volume de recursos. Não sem motivo muita gente está querendo saber onde e como o governo vai fazer para arrumar tanta grana.

A saída é apelar para a iniciativa privada. O problema é que o empresário brasileiro não tem o péssimo hábito de colocar dinheiro em projeto sem retorno garantido. Lembrando que o arcabouço fiscal ainda patina pelo Congresso Nacional e que o governo não tem disponibilidade orçamentária para bancar o negócio sozinho. Se o presidente Lula logrará êxito ou não em mais de suas tentativas de “colocar esse país nos trilhos do desenvolvimento econômico”, como ele mesmo diz, só o tempo dirá. Guardemos os próximos capítulos dessa novela repaginada. 

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