Segunda-feira, 8 de dezembro de 2025 - 15h37

Em julho deste ano, o presidente nacional do PSDB, Marconi
Perillo, anunciou o nome do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, como
pré-candidato do partido ao governo de Rondônia. No dia 27 de novembro, Hildon
usou suas redes sociais para, sem citar nomes, dizer que segmento político
tradicional estaria tentando melar sua possível candidatura à sucessão do
governador Marcos Rocha.
Que força política ou segmento político tradicional seria esse e
por que motivo queria barrar sua possível candidatura, o prefeito, repita-se, nada
disse, estimulando, assim, o imaginário popular, porém, experientes
observadores políticos, seguindo o sinal forte de fumaça, teriam identificado o
local onde a fornalha vem sendo aquecida para operar em ciclos industriais de
alta temperatura entre 400 – 500ºC, aumentando os níveis à medida que se
aproximarem as convenções partidárias.
Hildon Chaves deixou o comando do município de Porto Velho, pós
dois mandatos, com quase 80% de aceitação popular, uma cifra alcançada por
poucos. Natural, portanto, que ele aspire disputar a sucessão de Marcos Rocha.
Afinal, a prefeitura da capital é considerada passagem obrigatória para quem deseja
chegar ao comando do estado, mas parece que isso vem incomodando muita gente,
que quer manter o tucano distante do quadro sucessório, usando argumentos que beiram
o ridículo e o caricato mais vulgar, como insinuar que Hildon não teria perfil de
administrador, ou, então, que ele seria incapaz de aglutinar forças políticas em
torno de sua possível candidatura, contudo, segundo o ex-prefeito, os motivos
para força-lo a desistir de brigar pelo governo de Rondônia seriam outros bem
cabeludos.
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