Segunda-feira, 4 de maio de 2026 - 16h51

Mobilizam-se servidores da câmara
municipal de Porto Velho por reajuste salarial em maio, data base da categoria.
Mais uma vez, os exageradamente otimistas apostam na generosidade do presidente
do poder legislativo, Gedeão Negreiros, achando que ele vai conceder 7% de
aumento, mas todo mundo está careca de saber que isso é pura ilusão. Pelo
jeito, tem gente viajando na maionese. Deem-se por satisfeitos os representantes
do funcionalismo com a recomposição inflacionária de 4,26%, porque essa será a
proposta da mesa diretora, adianto, desde já, apesar de não possuir bola de
cristal.
E a desculpa esfarrapada para não
ir além do índice inflacionário, será a mesma do ano passado, ou seja, não há
dinheiro. Além da recomposição, no máximo, a concessão de penduricalhos, muitos
dos quais não são levados pelo servidor para aposentadoria, mas, infelizmente,
nem todos estão preocupados com isso agora. Só vão perceber o erro quando
ingressarem na inatividade.
A disponibilidade financeira pode
ser facilmente comprovada. Basta retirar do montante total dos recursos
recebidos pela câmara municipal 70% para folha de pessoal, incluindo o subsídio
dos vereadores. Logo se descobrirá que o problema não é a escassez de recursos,
mas vontade política para fazer o que precisa ser feito. Aliás, essa tem sido a
cantilena usada nos últimos anos quando se trata de reajustar os salários dos
servidores efetivos e, de quebra, pretexto para não pagar direitos trabalhistas
de muitos que se aposentaram há três anos ou mais. E o pior é que ainda tem
pessoas que acreditam nessa conversa mole, negligenciando um simples pedido de
impacto da folha de pagamento.
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