Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 - 08h11

Entra
governo, sai governo, repete-se a mesma cantilena demagógica. Logo que o novo
secretário de segurança pública assume o posto, anuncia-se o que se
convencional chamar de “ações inéditas” para combater a violência que se
instalou definitivamente na cidade de Porto Velho, considerada uma das capitais
mais violentas do país, segundo estudos de organismos especializados. Enquanto
as boas intenções oficiais não saem do papel, a população continua à mercê da
marginalidade. Já disse, e repito, que não é mais possível tangenciar diante do
problema, cedendo terreno, quer seja pelo silêncio, quer seja pela adoção de
medidas inócuas, que em nada contribuem para devolver à sociedade o mínimo de
segurança.
A
população vem sendo atrozmente agredida por inimigos sociais, que não respeitam
as leis, a polícia e a Justiça. O cidadão perdeu o sossego na sua própria casa
ou no trabalho, exemplo mais recente de uma professora que foi assassinada
dentro da sala de aula de uma faculdade local. Sair às ruas, nas primeiras
horas da noite, é risco de morte. Todos, sem distinção, são alvos fáceis de
criminosos. A capital do estado de Rondônia transformou-se não numa espécie de
vestíbulo, mas no próprio inferno, no império de satanás, onde o que predomina,
naturalmente, é a lei do mais forte contra o mais fraco.
Estamos
às vésperas de novas eleições. Logo, vão aparecer candidatos com suas fórmulas
milagrosas, prometendo resolver não somente o problema da violência, como
também os entraves da saúde e educação. E o pior é que ainda tem muita gente
que acredita nos farsantes. São os mesmo que se mantém na crista da onda
politica por sucessivos mandatos, sem, contudo, produzirem nada de concreto em
proveito do povo que juram defender.
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