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Sucessão estadual parece que ainda não empolgou o eleitor


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

O eleitor rondoniense tem um encontro agendado com as urnas no próximo mês de outubro. A campanha eleitoral, até agora, parece que ainda não conseguiu empolgar. Observadores políticos garantem que isso vai acontecer somente a partir do mês de agosto, quando o tabuleiro sucessório já estiver definido, o que não deixa de ser uma pena, pois é pouco tempo para que a população conheça o perfil de cada candidato, porém, no Brasil, é assim que as coisas funcionam, ou seja, tudo é feito em cima da hora. 

O problema é que muitos eleitores vão votar sem conhecimento de causa. Depois do estrago feito, não adianta reclamar. Infelizmente, muitas pessoas passam duas horas ou mais na frente da televisão vendo programas inúteis, mas não tira um tempinho para acompanhar o horário eleitoral, desperdiçando, assim, a oportunidade de conhecer as propostas das mulheres e dos homens que vão representá-las no comando dos negócios do Estado. 

Não precisa, necessariamente, assistir três, quatro ou mais inserções por dia, mas, pelo menos, duas, já seria um começo, contudo, o que não pode é negligenciar algo tão importante quanto a escolha de seus representantes. Assim, é possível verificar quem promete o que não pode cumprir, quem possui propostas realizáveis, quem apenas agride os adversários, quem já esteve no poder, e não fez nada, igualmente quem nada tem a dizer, embora esse último grupo represente a maioria, infelizmente. 

A recomendação é não desligar a televisão no horário politico eleitoral ou mudar de canal. Isso é um erro. Até as condutas desviantes podem nos ajudar a decidir melhor. Quer um conselho? Prefira o candidato que fala de suas ideias, que apresente propostas palatáveis, que contribuam para resolver os problemas do Estado. Ignore os falastrões, que só sabem criticar, sem propor alternativas. A aversão pela politica é o que muitos deles desejam, pois quanto menos o eleitor prestar atenção, mais os seus projetos mirabolantes tendem a criar asas. O eleitor precisa tomar cuidado para não se tornar um fantoche nas mãos de políticos espertalhões.

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