Quarta-feira, 22 de abril de 2026 - 10h49

Um Congresso Nacional renovado. Essa é uma possibilidade na qual políticos, dirigentes partidários, analistas políticos, jornalistas, influenciadores digitais e, principalmente, importante parcela da sociedade acreditam. Muitos apostam em uma renovação na casa dos 87%, um percentual bastante elevado. Mas será que isso realmente vai acontecer? Lembrando que renovação não significa necessariamente qualificação.
Oficialmente, ainda não foi dado o tiro de largada da corrida para as eleições deste ano, mas já tem político e seguidores de políticos cantando vantagem antes do tempo, achando que a eleição ou a reeleição está no papo. É bom tomar cuidado para não cair do cavalo e, depois, ser obrigado a trocar o champanhe comprado a peso de ouro para comemorar a vitória por Lexotan. A verdade é que muitos não conseguirão emplacar mais um mandato. Para esse, venceu o prazo de validade. Com o fim do mandato, acaba, também, a imunidade parlamentar – que muitas pessoas confundem com impunidade penal. Com isso, processos que se arrastam a passos de cágado há décadas no Supremo Tribunal Federal (STF) descem para as instâncias inferiores, onde, supõe-se, correrão com mais celeridade, para desespero daqueles que não pensaram duas vezes antes de meterem suas mãos sujas na cumbuca do dinheiro público.
Nada de resmungar. É hora de coçar o bolso, ou
melhor, de mexer naquela conta bancária recheada de reais, ou, então, pegar
aquela grana entocada em paraísos fiscais, dinheiro esse resultado do
toma-lá-dá-cá, praticado ao longo de seguidos anos de vida pública, para
contratar excelentes advogados, se não quiser passar uma longa temporada atrás
das grades, vendo o Sol nascer quadrado.
Dependo da gravidade do ilícito, o fim será mesmo o
xilindró. Não adianta advogado bom. Pode até demorar, mas o momento de colher o
fruto amargo da semeadura maldita sempre chega.
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