Domingo, 14 de dezembro de 2025 - 08h20

Se você está entre aqueles que acham que o governo Marcos Rocha
deu passos importantes na execução de programas e projetos que contribuíram de
alguma maneira para melhorar a qualidade de vida da população rondoniense nos
quase oito anos de mandato, é direito seu. Respeito sua opinião, mas não posso
deixar de registrar que ele não avançou praticamente nada no que se refere ao
sistema de abastecimento de água tratada na cidade de Porto Velho. Essa é uma
herança maldita que o dirigente estadual deixará para seu sucessor ou
sucessora.
Em alguns bairros, como JK I e Tancredo Neves, apenas para citar
esses dois exemplos, moradores reclamam que chegam a ficar três dias ou mais
sem água. E, pelo visto, tem gente acha isso a coisa mais natural do mundo,
principalmente a classe política, que não cobra uma atitude do chefe do
executivo. Aliás, quando o assunto é
água potável, Porto Velho ocupa o ranking das piores cidades do Brasil. E não
somente nessa modalidade de serviço. O saneamento básico é um desafio histórico
e contínuo a ser vencido.
Não adiante dizer que
o governo estadual vem investindo em obras visando garantir a melhoria da
qualidade de vida da população quando o discurso não corresponde à realidade.
No próximo ano haverá eleições. Tudo indica que o
governador Marcos Rocha, por quem tenho profundo respeito, disputará uma vaga
para o Senado. Certamente, a questão da água, entre outros assuntos relevantes,
ocupará o centro do debate eleitoral. Não tenho a menor ideia do que o senhor
Rocha responderia se, por acaso, um de seus possíveis adversários lhe
perguntasse sobre o que ele fez durante oito anos de mandato para garantir que
a população porto-velhense tivesse acesso à água?
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