Sábado, 10 de agosto de 2024 - 11h25

Muito se
tem falado sobre o clima de violência que domina a cidade de Porto Velho, mas
pouco ou quase nada tem sido feito para, pelo menos, minimizar a situação. O governo
não consegue ir além de discursos, enquanto o quadro só se agrava. É
impressionante o descaso com que a violência é tratada no Brasil, tanto pelos
governos quantos por instituições, como é o caso da Assembleia Legislativa de
Rondônia. Onde estão os deputados estaduais, principalmente os representantes
de Porto Velho, que não veem o que está acontecendo com a população?
Pelo amor
de Deus! O que os senhores estão esperando? Que o assunto ganhe repercussão
nacional para, só então, tomarem alguma providência? Ou estão debatendo alguma
medida relâmpago para ser oferecida como paliativo à sociedade e, depois, o
esquecimento do problema tem sido o caminho seguido? Por que ninguém cobra
ações concretas do governador Marcos Rocha, ao invés de ficarem discutindo o
sexo dos anjos? Medo do que cara pálida? Contrariar sua excelência e, com isso,
correr o risco de perder eventuais privilégios, com as devidas exceções?
Rondônia
precisa de uma política de segurança efetiva. Por que os senhores não exigem
isso do governo? O assunto é sério! A segurança da população, um direito
constitucional, assegurado no art. 144 da CF, não pode ser tradada com medidas
esporádicas, que aparecem nos momentos de eclosão da violência e, depois, são
esquecidas numa dessas gavetas da burocracia oficial. Insistir nesse tipo de
conduta não é só uma falta de respeito para com o povo, mas, principalmente,
brincar com a vida das pessoas, porque os senhores têm seguranças, enquanto a maioria
da população vive entregue à sua própria desdita.
Lembrando
que o município também pode contribuir com iniciativas que garantam a segurança
dos moradores, providenciando a iluminação de praças e parques em áreas mais
violentas, como também celebrar parcerias com estado e União para ações
conjuntas, além de estabelecer diretrizes de segurança, por meio de planos,
secretarias e conselhos, entre outras ações. Por que esperar pelo pior?
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