Segunda-feira, 1 de dezembro de 2025 - 14h25

O controlador do Banco Master,
Daniel Vorcaro, detido pela Polícia Federal quando tentava fugir do Brasil para
Dubai está livre, leve e solto. Teve a prisão preventiva revogada, graças a
decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região (TRF-1). Ele é acusado de fraude na Operação Compliance
Zero.
Até que a soltura demorou muito.
Achei que Vorcaro seria liberado no mesmo dia da prisão devido às suas extensas
conexões e influências no meio político brasileiro. Agora, ele vai passar as festas de Natal e Ano
Novo em seu suntuoso apartamento na companhia de familiares e amigos, bebendo
os melhores vinhos e comendo as melhores iguarias que só pessoas com a grana
que ele acumulou podem comprar, enquanto correntes que acreditaram nas
promessas financeiras do banqueiro não sabem se um dia conseguirão receber o
dinheiro aplicado em fundos fraudulentos.
Vorcaro ganhou destaque nos
principais jornais do país, mais pela rapidez com que foi posto em liberdade do
que pelo estrago financeiro que causou nas vidas de milhares e milhares de pessoas,
em sua maioria, pequenos investidores, hipnotizados pela mágica financeira. Ele
é o exemplo clássico de que no Brasil dos petrolões, mensalões e cuecões vale a
pena fraudar, furtar, roubar, entre outras práticas delituosas. Daqui a pouco
ninguém mais se lembrará de Vorcaro, a fraude bilionária cairá na vala comum do
esquecimento, como tantos outros escândalos de que se têm notícias no país do
jeitinho e da malandragem, e a dinheirama será aplicada em outro negócio
rentável, provavelmente com os mesmos sócios que o ajudaram a aplicar o golpe. A
liberdade de Vorcaro apenas consolida ainda mais na crença popular a ideia de
que cadeia foi feita para “ladrão de galinha”.
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