Terça-feira, 12 de maio de 2026 - 11h30

Esse é um
dos temas da aula de hoje, na pós-graduação. Porém, note-se que se trata de um
fenômeno social, cultural, que está presente na vida de todos nós. Não se faz
distinção quando o tema em pauta é a falta de noção ou de equilíbrio ou, no seu
oposto, quando prepondera uma “justa razão”.
Veremos que se alinham, num Pensamento
Crítico, a necessária aparição de um determinado Pensamento Sociológico e a
obrigatória atuação do Pensamento Cientifico.
Em
primeiro lugar, destacamos que alguma diferença há entre o senso comum e o Bom
Senso, e o que podemos fazer em relação ao primeiro, sobretudo enquanto
profissionais da educação: trata-se de demover o senso comum, a mesmice, a
repetição infindável.
Em
consequência, em segundo lugar, há que se ressaltar que são condicionantes
diferentes, até opostas e excludentes, atuando no âmbito da cultura popular –
quando opomos o senso comum diante do Bom Senso. Outrossim, é preciso lembrar
que o mesmo indivíduo pode oscilar entre um e outro, do senso comum ao Bom
Senso e vice-versa, no decorrer do mesmo dia, no instante da mesma conversa.
Nesse
escopo, pode-se trazer a ideia de que o Bom Senso tem um efeito extrator no
fluxo comum e contínuo do senso comum: retirando-se do miolo parvo uma sentença
de Prudência, cautela, prevenção, razoabilidade, proporcionalidade, isto é,
provocando-se o destaque afirmativo da presença atuante da racionalidade (de
uma "justa razão", como se dizia no Renascimento para justificar a
Razão de Estado).
Fazer
atuar essa "justa razão", diante dos fatos corriqueiros da vida
social, é o principal objetivo desse "efeito extrator do senso
comum": buscar um núcleo de ponderação, de afirmação da própria
Inteligência Social.
Vejamos
na oposição de dois ditados populares:
· Senso comum:
"Deixar como está, para ver como é que fica".
· Bom Senso (extrator de
relevância do senso comum): "A palavra convence, o exemplo arrasta".
Também
condiz com o Bom Senso afirmar que: "Quem avisa, amigo é".
Por
outro lado, pelo senso comum (da religiosidade) se diz que: "Deus ajuda a
quem madruga".
· O que é absurdamente
incorreto, diante da imposição da Luta de classes racista e que se apresenta
visível tanto ao indivíduo comum quanto ao Cientista Social.
· E, assim, responderá o
Bom Senso (consciente da luta de classes): "Quem trabalha, não tem tempo
de ganhar dinheiro".
· E ainda que seja o
mesmo Bom Senso revelador de outro fato óbvio: "Quem faz o que gosta, não
se cansa".
Por
fim, nesse breve escorço conceitual, pensemos numa Provocação:
· "Manda quem pode,
obedece quem tem juízo".
· Esse é um Exemplo de Realpolitik.
Esse
último ditado popular esconde o senso comum da obediência, mesmo diante das
ordens ilegais, das imposições injustas, das determinações ilegítimas.
Esconde-se neste senso comum a passividade, a quase obediência cega, e, do outro lado, normalizam-se o assédio e o abuso de poder.
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